Desbullynização® guia gratuito
Capa do guia, em azul-petróleo, com o título e a lista numerada das oito modalidades de bullying previstas em lei.

O Bullying e Seus Padrões

Guia de reconhecimento e resposta para quem cuida.

13 capítulos e 4 apêndices · 75 páginas · para pais, professores e escolas · gratuito

O livro do adulto

Um explica o que fazer se é com você. Este explica o que isso é, como se reconhece e o que se faz.

A Desbullynização® publica em duas linhas. Bullying e Seus Antídotos fala com o adolescente, em primeira pessoa. Este guia fala com quem cuida dele — mãe, pai, professor, coordenação, direção.

Ele responde três perguntas, nesta ordem: o que é cada modalidade de bullying, que sinais aparecem na criança antes de qualquer denúncia, e o que a escola faz na segunda-feira em que o caso chega à mesa da coordenação.

Rota de ajuda

Está no começo do livro, não no fim. Quem procura um canal raramente tem paciência de chegar ao último capítulo.

  • 190Perigo físico agora, agressão em curso, ameaça com armaPolícia Militar
  • 100Violação de direito de criança ou adolescenteDisque Direitos Humanos · gratuito · 24 h · pode ser anônimo · também por WhatsApp, Telegram e app
  • 188Sofrimento emocional, desesperança, risco de suicídioCVV · gratuito · 24 h · sigiloso · também por chat em cvv.org.br
  • 180Violência com recorte de gêneroCentral de Atendimento à Mulher · gratuito · 24 h · anônimo
  • Conselho
    Tutelar
    O dever legal da escola — não é uma opção entre outrasECA, arts. 13 e 56: comunicação obrigatória por suspeita ou confirmação

Este material é educativo e não substitui orientação médica, psicológica ou jurídica.

As oito modalidades — as da lei, não as nossas

Quase todo material sobre bullying usa categorias próprias. Este usa as do art. 3º da Lei 13.185/2015. A diferença é prática: categoria própria serve para informar; categoria legal serve para a escola responder, registrar e encaminhar.

Cada capítulo termina com o que a lei diz, a particularidade daquela modalidade na resposta, e onde a criança lê sobre ela em Bullying e Seus Antídotos.

O protocolo das primeiras 48 horas

É o capítulo que quase nenhum material sobre bullying tem. A ordem não é decorativa: comunicar antes de registrar produz um relato que ninguém reconstitui depois; registrar antes de acolher transforma a criança em fonte de informação, e ela fecha.

  1. Acolher — primeiras horas“Eu acredito em você. A culpa não é sua. Você fez certo em contar.” Não prometa segredo; prometa cuidado.
  2. Registrar — mesmo diaAs palavras da criança entre aspas, não o seu resumo delas. Uma folha por episódio: três folhas viram um padrão.
  3. Comunicar — em até 24 horasDireção e família no mesmo dia. Conselho Tutelar em 24 h quando houver dever legal — e a suspeita já basta.
  4. Acompanhar — primeira semanaAdulto de referência, revisão dos pontos cegos, trabalho com o grupo e revisão marcada em sete dias, com data no papel.

E o que nunca fazer: acareação, mediação como primeira resposta, desculpa forçada em público, transferir a vítima como solução, ou deixar sem registro escrito “para não criar problema”.

O que mudou na lei — e quase nenhuma escola sabe

Lei 14.811 · 2024

Bullying virou crime

Art. 146-A do Código Penal. Bullying: multa. Cyberbullying: reclusão de 2 a 4 anos e multa. A modalidade virtual é a mais severa — resumos que circulam em grupos de escola invertem isso com frequência.

Lei 14.532 · 2023

Injúria racial foi para a Lei do Racismo

Tipificada no art. 2º-A da Lei 7.716/1989, ela passa a atrair a regra do art. 5º, XLII, da Constituição: racismo é crime inafiançável e imprescritível. A ofensa racial no pátio não prescreve e não se resolve em mediação entre colegas.

ECA · arts. 13 e 56

Comunicar não é faculdade

O verbo da lei é comunicarão. E o gatilho do art. 13 é a suspeita, não a certeza. O inciso IV do art. 56 é novo — veio pela Lei 15.240/2025.

Lei 13.185 · 2015

Assistir também quem pratica

São objetivos do Programa dar assistência a vítimas e agressores (art. 4º, V) e privilegiar a responsabilização sobre a punição (art. 4º, VIII). O dever direto da escola está no art. 5º. O guia traz um capítulo inteiro sobre isso.

Quatro apêndices para usar amanhã

O que tem dentro

    Receba o guia

    É gratuito e continua gratuito. Deixe seu e-mail e nós mandamos o link — e avisamos quando sair o próximo material para escolas.

    Pronto.

    O guia está aqui embaixo — e também vai no seu e-mail.

    Passe adiante

    Mande o link, nunca o arquivo. O link tem prévia, fica sempre atualizado — e arquivo anexado costuma ser bloqueado pelo WhatsApp.

    Dúvidas

    É gratuito mesmo? Tem pegadinha?

    É gratuito e continua gratuito. A Desbullynização® é um projeto social de Flávio Basset. A escola pode ler, baixar, imprimir, projetar, fotocopiar a ficha e o cartaz e distribuir para toda a equipe, sem pedir autorização e sem pagar nada.

    Serve para a criança ler?

    Este não. Ele é a ferramenta de trabalho do adulto, e o Apêndice A reproduz xingamentos reais para efeito de reconhecimento. O livro para o adolescente é Bullying e Seus Antídotos, também gratuito.

    Por que reproduzir os xingamentos?

    Porque descrição genérica não serve para reconhecer no corredor. “Ofensa dirigida à aparência” é uma categoria; a palavra é o que a criança ouve. O apêndice abre com a advertência de que aquelas palavras estão ali para serem reconhecidas, não usadas — e ele não aparece na versão para o adolescente.

    A escola é obrigada a comunicar ao Conselho Tutelar?

    Sim, nos casos previstos nos arts. 13 e 56 do Estatuto da Criança e do Adolescente — e a redação do art. 13 é suspeita ou confirmação. Não cabe à escola apurar antes de comunicar. O art. 56 ganhou um inciso IV novo, pela Lei 15.240/2025. O capítulo 13 do guia detalha cada hipótese.

    Posso usar em formação de professores?

    Pode, e foi feito para isso. A Lei 13.185/2015 obriga a escola a capacitar docentes e equipes pedagógicas. O guia, a ficha de registro e o roteiro de reunião com a família servem de material de formação sem custo.

    O que vocês fazem com meus dados?

    Guardamos nome, e-mail, perfil e, se você informar, o WhatsApp — apenas para enviar o guia e avisar de novidades, conforme a LGPD (Lei 13.709/2018). Não vendemos e não repassamos a terceiros. Você pode pedir acesso, correção ou exclusão a qualquer momento, escrevendo para mariana@desbullynizacao.com.br.