Os DominadoresO culto ao controle e ao desempenho
O arquétipo dos Dominadores não nasce apenas de ego ou vaidade, mas de um modelo de gestão obsoleto, onde controle é sinônimo de eficiência e vulnerabilidade é sinal de fraqueza. Eles perpetuam a crença de que a liderança eficaz é a que impõe, não a que inspira.
Os IrônicosO sarcasmo como ferramenta de poder
O arquétipo dos Irônicos revela a normalização do desrespeito travestido de “espontaneidade”. Em muitas organizações, o agressor verbal é visto como “autêntico” ou “sincero” — quando, na verdade, é o principal vetor de corrosão psicológica e simbólica do grupo.
Os OmissosO silêncio que legitima
O arquétipo dos Omissos é o mais perigoso porque transforma o assédio em sistema. Sem eles, o abuso seria episódico; com eles, ele se torna cultural. Representam a cumplicidade travestida de neutralidade.
Os ManipuladoresO abuso que se disfarça de afeto
O arquétipo dos Manipuladores traduz o assédio invisível: o que acontece nas entrelinhas das relações interpessoais e das hierarquias de poder. São difíceis de identificar porque suas condutas costumam ser interpretadas como “proximidade”, “apoio” ou “liderança empática”.
Os InstitucionaisO sistema que se alimenta do próprio erro
O arquétipo dos Institucionais é o mais estrutural: representa o poder que se preserva, mesmo diante da evidência de que está errado. São o “DNA tóxico” de empresas que tratam pessoas como recursos e reputação como ativo de marketing.